Por Eduardo Luiz
09/05/2021, 09h41

(Foto: Cruzeiro/Divulgação)

Apontado como principal promessa da base do Cruzeiro, o meia-atacante Estevão Willian, de apenas 14 anos, acertou com o Palmeiras na última sexta-feira, gerando revolta por parte da equipe mineira, que acusou o Verdão de aliciamento em uma nota divulgada em seu site oficial.

A versão do Palmeiras, no entanto, é outra: “Messinho”, como Estevão é conhecido, estava livre no mercado e escolheu defender as cores do Maior Campeão do Brasil. Sem qualquer impedimento ético ou jurídico, a contratação foi efetivada.

“Minha função é de captar no mercado, além da gestão da base. O jogador estava livre no mercado, teve várias propostas, até por se tratar de um dos melhores jogadores de base do Brasil, e ele escolheu o Palmeiras”, disse o coordenador da base alviverde, João Paulo Sampaio, em entrevista ao site da ESPN Brasil.

“Você olha para um clube desses, o maior campeão do Brasil, o que mais dá chances a meninos da base, o que mais tem jogadores em seleções brasileiras de base, o que mais viaja internacionalmente para torneios de base… Por isso ele escolheu a gente. Como ele esteve livre no mercado, a gente conseguiu um grande feito para o clube, e espero que ele proporcione retorno técnico ao Palmeiras futuramente” completou Sampaio.

O executivo vê com naturalidade esse tipo de movimentação no mercado: “Eu mesmo já perdi meu capitão do sub-20 sem acordo para renovar o contrato, o José Aldo, que foi para o Inter após ficar livre. Recebeu oferta e foi para o Inter. O mesmo aconteceu com o Yuri Alberto recentemente”.

Por fim, João Paulo Sampaio negou que o Palmeiras tenha pago luvas de R$ 2 milhões à família de “Messinho” e também que o garoto vá receber um salário de mais de R$ 100 mil: “Não foi nem 10% disso. Dos jogadores do Palmeiras que subiram da base para o profissional, nenhum ganhava mais que R$ 40 mil. Ganhavam R$ 10 mil, R$ 20 mil. O Danilo fez sua estreia pelo profissional do Palmeiras ganhando R$ 4 mil. Isso é coisa plantada, mas faz parte”.