Por Roberto Galluzzi Jr.
06/11/2022

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Repercutindo essa entrevista do Gerente de Futebol do Palmeiras na ESPN, reproduzida no Canal PorcoTRI.

Futebol de eficiência tática entre defesa e ataque. Crença na dinâmica de um futebol moderno. Valorização científica e integração com as categorias de base. Transições, compactação, amplitude, profundidade…

Há um problema para quem ouve o gerente de futebol Cícero Souza. A gente sente que do futebol atual, pouco sabemos. É tanta informação, tantos “processos”, tantas determinações, que a nossa percepção sobre o tema dá uma cambalhota.

Mas no fim da acrobacia mental, há uma clara compreensão de que o futebol é hoje um tanto diferente do que era há 20 anos. Se antigamente havia 50 pessoas, hoje há 150 profissionais. Onde havia raio-x, hoje é tomografia. Onde havia termômetro, hoje há câmera térmica. Onde havia prancheta, hoje é 3D. E por aí vai.

O que o Palmeiras fez ao longo dos últimos 10 anos é assombroso. Virou a roda de sua história como poucos outros e é assistido como referência e inveja por qualquer adversário. O fato é que o “professor” Cícero, que aqui está desde 2015, talvez seja um dos exemplos mais claros de um profissional apaixonado pelo que faz e que marca história dentro do clube, estabelecendo padrões a serem seguidos.

O ocasião onde ele apresenta o CT e todas suas inovações é de encher os olhos. A forma como o modus operandi palmeirense se estrutura se assemelha a um organograma empresarial de primeira linha, onde conceitos orientam todas as determinações. Lógico que, como ele mesmo reconhece, há defeitos. Mas até aqui, parece haver a capacidade de reconhecê-los para equacioná-los. É algo a reconhecer: em poucos momentos de nossa história, o Palmeiras esteve numa situação tão vitoriosa.

Mas que fique a lição…. se há conquistas, é porque há pilares para sustentá-las.

Nascido nos 70 e forjado nos difíceis anos 80, o Galluzzi enfrentou a fila inteira de 16 anos. Mas estava lá, em 12/06/93, in loco e muito loco pra assistir ao vivo o primeiro de muitos títulos, aos 21 anos! Talvez por isso, pra esse geração X raiz, roqueiro e paulistano da gema, não é qualquer derrota que abala a fé.