Por Eduardo Luiz
16/03/2021, 17h22

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Depois de cancelar o jogo entre São Bento x Palmeiras, a FPF fez uma reunião virtual com os presidentes dos 16 clubes participantes da Série A1, e em seguida divulgou uma nota no site oficial informando que pode até ir à Justiça para manter o Campeonato Paulista em atividade.

Ainda segundo a nota, clubes, jogadores, treinadores e árbitros são contra a interrupção de 15 dias imposta pelo Governo de São Paulo, e que por isso está trabalhando junto à CBF e outras Federações para realocar os jogos.

Confira abaixo a nota:

“A Federação Paulista de Futebol, os 16 clubes do Paulistão Sicredi – Série A1, os Sindicatos dos Atletas, dos Árbitros e dos Treinadores se reuniram virtualmente nesta terça-feira. Deste encontro, a FPF, os clubes e os Sindicatos se manifestam publicamente:

— O futebol paulista é consciente da gravidade da pandemia de COVID-19 e, novamente, lamenta profundamente essa situação delicada que o país e o Estado de São Paulo se encontram;

— Os 16 clubes do Campeonato Paulista, a FPF e os Sindicatos reforçam que o Protocolo de Saúde do futebol é extremamente seguro e a proposta apresentada ao Governo do Estado de São Paulo e ao Ministério Público Estadual, com esquema de “Bolha de Segurança”, garante um controle ainda maior na organização da competição em São Paulo. Assim como os demais segmentos econômicos que permanecem em atividade com restrições, o futebol deve seguir as mesmas condições, com funcionamento sem público e com este protocolo inédito entre todos os setores da sociedade;

— Diante do decreto que determinou a paralisação das partidas das rodadas 5, 6 e 7 do Campeonato Paulista – Série A1 no Estado de São Paulo, os 16 clubes participantes da competição decidiram, de forma unânime e com apoio dos Sindicados dos Atletas, dos Treinadores e dos Árbitros, manter o calendário de jogos conforme previsto. Para cumprir esses compromissos, as medidas decididas por todos os participantes são:

1-) A FPF está trabalhando em conjunto com a CBF, com outras Federações e autoridades locais para agendar as partidas em outros Estados;

2-) A partir da falta de argumentos científicos e médicos que sustentem a paralisação das referidas rodadas neste momento, os clubes delegaram à FPF também a possibilidade de judicialização do caso para garantir a continuidade da competição no Estado de São Paulo neste período de Fase Emergencial.

A FPF e os clubes seguem à disposição de todas as autoridades públicas para encontrar soluções que atendam as demandas do setor, sempre prezando pela segurança de todos os profissionais do futebol.”