Por Catedral de Luz
26/01/2024

Catedral de Luz PTD
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Um técnico em cada torcedor. Sempre constatamos esta máxima. Normal. Opiniões permitem-nos externar os mais variados pontos de vista.

Todavia, quando o torcedor chega ao exagero nas palavras e impõe como verdades absolutas as suas ideias é hora de parar e recalibrar rotas.

As redes sociais são terra de ninguém? Fato. A maioria delas é tóxica? Certamente. Beiram a injustiça, pois são imediatistas? Sempre.

Como conviver com as redes sociais? Ignorá-las ou fazer delas canais transformadores de alienados que se fartam das mesmas?

Faça do bom senso o fio condutor da sua jornada. Faça das críticas atribuídas a algo ou a alguém o início do que pode ser reconstruído, mas não guarde como fundamento que suas mensagens são o final da história. Você erra, assim como todos aqueles que você enforca e se alimenta das sobras da carcaça.

Você crucifica um Jesus a cada esquina e acha graça. Entre Ele e Barrabás, a escolha sempre recai pelo lado instintivo. Está na hora de crescer como indivíduo social.

Entender que jogadores – quando falamos de futebol, por exemplo – tais como Rocha (4a-feira, duas assistências realizadas) e Rony (gol da vitória no mesmo jogo) merecem o seu respeito é algo nada gratuito e pago por intermédio de assistências, gols e títulos.

Aliás, cabe aqui uma singela abordagem: Amigo, quem te critica, embora você mereça o som da corneta? Talvez Veiga (autor de 2 gols frente a Inter), inúmeras vezes colocado em listas de dispensa pelo seu equivocado veneno – e não pense que eu esqueci dos seus comentários em tom xenófobo do nosso volante Moreno.

Claro que Weverton e Gómez merecem críticas, mas construtivas, dentro da realidade de cada um deles e do que podem produzir de fato.

Porém, embora não dependa de sua bênção, a SEP continuará a existir. Vencerá e conquistará títulos, talvez a tempo de sacramentar Abel como o melhor entre os melhores.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.