Por Catedral de Luz
04/05/2022

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras)

Aposentarei a ironia, desde já. Ela não agrada a algumas cabeças que não passam da leitura do título. Argumentar de forma sutil, infelizmente, poucos percebem.

Falemos da verdade, pois não, embora a mentira queira acobertá-la por intermédio de absurdas fitas isolantes que apenas ilustram o quanto o verde simboliza a inveja alheia.

Assim sendo, enquanto a SEP confirma sua vaga à fase de mata-mata da Libertadores pelos pés mágicos de Raphael Veiga e pela maturidade de Zé Rafael, a concorrência prefere viver dos dízimos que a felicidade oferece e canta, meio que de forma amarga, “o Palmeiras não tem Mundial”.

A frase citada soa como uma quarta feira de cinzas, depois de um carnaval antigo. Algo que o tempo associado ao fato traz à realidade a prova incontestável de que o público pagante do Maracanã, em 1951, assistiu o primeiro vitorioso mundial.

Tenho intimidade suficiente com meus leitores para externar o quanto é bom assistir a SEP jogar em 2022. A gente esquece do cronometro e quando o jogo acaba, dá vontade de pedir um terceiro tempo.

Lembro que o último time esmeraldino que me transmitiu tal sentimento foi o elenco da temporada de 1996, mas é apenas mais um recorde batido pelo gajo Abel Ferreira. Quantos mais testemunharemos?

Dá para confiar, palestrino, ou o ranço dos insatisfeitos continuará?

Caso dê continuidade, as cornetas perderão a grande chance de curtir grandes concertos exibidos por esta nova Academia.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.