Por Leandro Santile
14/09/2021

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Amigos Palestrinos, bom dia.

Já que está difícil falar do time no campo, vamos falar de como o nosso verdão pode captar recursos e assim tornar-se um time ainda mais competitivo.

Hoje temos como principais fontes de renda: O patrocínio; Venda de atletas; Cotas de TV; Sócio torcedor; Bilheteria (quando acabar essa pandemia horrenda), além de outras receitas com menores participações mas que engordam o caixa do nosso clube.

Em nosso país é difícil programar-se baseando-se apenas nas Lei, afinal elas mudam do dia para noite e isso torna qualquer planejamento a longo prazo complicado na sua execução, porém em 09/08/2021 foi publicada a Lei 14.193 que institui a SAF (Sociedade Anônima do Futebol), com isso a pouco mais de um mês os clubes podem tornar-se empresas usufruindo-se dos benefícios dessa nova legislação.

Alguns artigos que foram vetados pela presidência da república podem tornar essa transição não vantajosa para os clubes (Câmara e Senado ainda poderão derrubar os vetos), afinal hoje são classificados como entidades sem fins lucrativos e com isso deixam de pagar inúmeros tributos, apesar deste colunista concordar que todos devem pagar imposto, com certeza o clube irá buscar o que é mais vantajoso para ele.

Ainda falta muito, mas em um espaço de tempo mediano, pois ainda faltam algumas legislações específicas para isso acontecer, iremos ver clubes negociando suas ações em bolsa de valores.

Quando essa situação ocorrer, iremos ter transparência maior nas demonstrações contábeis dos clubes e com uma fiscalização mais rígida do que a atual, obrigando assim os administradores responderem pelos atos que porventura venham a praticar nas agora empresas.

A possibilidade de falência e tantas outras situações jurídicas passarão a ser cogitadas para clubes mal administrados e por outro lado, oportunidades de ganhos para os melhores.

No mercado financeiro, ganha-se dinheiro comprando ações em baixa e vendendo na alta (frase de especulador, mas é a realidade), com isso os clubes que hoje estão bem financeiramente estariam na alta e clubes como aquele que me nego a dizer o nome, em baixa. Cria-se assim oportunidades e riscos, afinal quem está em alta poderá melhorar ainda mais e de forma estável valorizar-se, assim como o quem está mal administrado entrar em uma das situações que citei anteriormente.

Certo é que, não só o torcedor poderá investir, as pessoas alheias ao futebol poderão também aproveitar-se desse novo nicho de mercado, investindo com a razão e não o coração.

Diante dessa situação que o futuro nos reserva fica a pergunta: Você Palestrino, compraria ações do Palmeiras? A sua resposta veio com o coração ou com a razão?

Avanti Palestra.