Por Catedral de Luz
18/11/2020

(Foto: Arte Palestrina)

Caro leitor, o título que dá nome ao texto não é uma singela homenagem, pura e simplesmente, ao famoso álbum dos “Beatles”, “A Banda dos Corações Solitários do Sargento Pimenta (1967, traduzido para a língua portuguesa). Mas poderia. Afinal, futebol é ciência, ciência é arte e arte é uma forma de expressar conhecimento a respeito da sociedade.

Como citamos acima, futebol é ciência e por intermédio dos técnicos em atividade é mister pensá-la não como experiência apenas, mas também como acervo de movimentos repetitivos. Afinal, o que você treina é repetido durante o jogo.
.
Assim sendo, e não fugirá à regra, o bem executar as repetições trará resultados positivos e o sucesso – alguns chamam de beleza – será uma consequência. A arte encanta, faz o espectador levantar-se da poltrona, comparecer ao estádio e deslumbrar-se com aquilo que o seu time constrói, fruto do maestro da banda, seus instrumentistas e trabalhadores atrás das cortinas. Alguém falou em “Cebola”?

“Abel”, técnico da “S.E.P.”, embora tenha recentemente chegado ao clube parece engajado ao “modus operandi alviverde”. Estudou bem a história palestrina e aprendeu rapidamente aquilo que o torcedor exige como time de futebol. Conforme lembrado acima, de forma subjetiva, aquilo que trouxe melhorias foi mantido e desenvolvido, característica de quem sabe onde amarra o burro.

E por falar em “amarrar o burro”, outro fator que legisla em favor do “Gajo” é o seu silêncio quando o assunto é desfalques. Ele não reclama e continua a trabalhar. Busca alternativas para a impressionante quantidade de ocorrências que assolam essa “fábrica de problemas” que é o “Palmeiras” – e aqui é bom salientar que os problemas não tem um culpado, especificamente; submetidos a uma pandemia que não escolhe suas vítimas é melhor que todos reformulem seus conceitos a respeito -.

Faço aqui uma pergunta pontual: Você que pune alguém com suas assertivas implacáveis é proporcionalmente rigoroso consigo próprio? Não posso apostar que a resposta seja afirmativa.

Os otimistas levam o imaginário ao mais alto patamar, enquanto os pessimistas, longe de receberem a alcunha de realistas, preferem esperar pelo pior, porque para eles o “Palmeiras” vencedor parece ser uma lenda criada pelos velhos palestrinos.

Eu prefiro encontrar aconchego na virtude chamada “temperança”, irmã próxima do bom senso.

Nada é por acaso e aqueles que escaparam momentaneamente do “Coronavírus” deverão fazer a diferença em “Fortaleza”. Por que? É o destino da Banda. “A Banda do Imperador Abel”.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.