Por Roberto Galluzzi Jr.
01/07/2022

Aqui a gente comenta o que se comenta do Palmeiras. A gente fala sobre o que está sendo falado sobre o nosso time. Enfatiza o que é verdade, rebate o que é abobrinha. Citamos e avaliamos comentários. Tudo com um objetivo: MELHORAR o nível crítico da nossa torcida. Ponderar sobre o que é realmente fato, deixando de lado as premissas infundadas, ajudando a formar uma opinião mais consciente e afinando nossa corneta.

(Foto: Reprodução)

Chega a dar pena. Sério. Ver um paraguaio imitando macaco pros brasileiros é uma cena que beira o surreal. Disseram que lhes mostramos cédulas, zoando a pobreza paraguaia – o que seria um ato de profundo mau gosto, tendo em vista contextos históricos e nossa culpa no cartório – mas isso não justifica o ato grotesco.

Vamos entender: a América do Sul inteira foi colonizada pelo eurocentrismo que enxerga(va) tanto em índio quanto em negros, humanos menos civilizados. Hoje sabemos que a “civilidade” que foi enfiada goela abaixo tem muito mais atrocidades do que se imagina, mas isso é outra história.

O que deve ser Repercutido é que ser racista é absurdo quem qualquer esfera, mas entre sulamericanos, é justificar séculos de mortandade do próprio povo! É como se falasse: “isso mesmo, seres inferiores devem ser subjulgados”. Tá certo hermano…. exatamente como seus ANTEPASSADOS foram há gerações! Foi bom pra eles, não foi? Deve estar sendo bom pra você viver sob a sola de um europeu, não é? Então justifique isso, reproduzindo o mesmo racismo assassino de gerações.

Afirme e reafirme sua ignorância hermano. Apoie a superioridade racial que justificou séculos de opressão a seu próprio povo. E nós teremos que responder: “Ok, DANE-SE se me achas um macaco. Muito melhor ser um macaco a ser um humano que rasteja na ignorância.”

Racismo nada mais é do que uma justificativa grotesca para o ser humano agir pela lei do mais forte, subjulgando o próximo para prevalecer. Bem fez o Palmeiras que já se pronunciou repudiando o ato e pedindo as “providências necessárias” para coibi-lo. Mais campanhas que abordem o tema serão sempre bem vindas. Chega da ignorância humana.

Nascido nos 70 e forjado nos difíceis anos 80, o Galluzzi enfrentou a fila inteira de 16 anos. Mas estava lá, em 12/06/93, in loco e muito loco pra assistir ao vivo o primeiro de muitos títulos, aos 21 anos! Talvez por isso, pra esse geração X raiz, roqueiro e paulistano da gema, não é qualquer derrota que a bala a fé.