Por Roberto Galluzzi Jr.
29/06/2022

Aqui a gente comenta o que se comenta do Palmeiras. A gente fala sobre o que está sendo falado sobre o nosso time. Enfatiza o que é verdade, rebate o que é abobrinha. Citamos e avaliamos comentários. Tudo com um objetivo: MELHORAR o nível crítico da nossa torcida. Ponderar sobre o que é realmente fato, deixando de lado as premissas infundadas, ajudando a formar uma opinião mais consciente e afinando nossa corneta.

(Foto: Divulgação)

Na coluna de hoje, iremos RE-percutir a fala do atual presidente do Athlético-PR, Mário Celso Petraglia, ao Estadão, em 27/06. Disse ele: “Santos está quebrado. Corinthians e São Paulo baixaram teto porque estão com problemas. Só o Palmeiras mantém, pelo mecenas que tem. A Leila quer ser campeã do mundo porque é uma piada.”

Bem, vamos lá: primeiro, consideremos que é o Petraglia né… não apenas puxa a sardinha mas a rede inteira com o que tiver dentro, pro seu clube. Há o fator “bravata”, que busca apagar a luz dos outros pra fortalecer a sua.

Descontado a abobrinha, lemos que: (sic) “o Palmeiras mantém, pelo mecenas que tem”. Ora, se houve um “mecenas” no Palmeiras, foi o Paulo Nobre, há vários anos. Após sua passagem – que equalizou nossas dívidas tornando o time viável aos investimentos – o Palmeiras teve a condição de tornar-se o que é hoje. E diga-se de passagem, modelo que serviu de referência pras SAFs atuais. Mas SAFs são empresas, e o Palmeiras teve um PRESIDENTE que alinhou a situação.

Hoje, a CREFISA não é mecenas, mas mais uma empresa que investe em imagem e tem lucros a partir disso. Como presidente, a Leila Pereira não chegou colocando nada do seu bolso, mesmo porque o Palmeiras não precisa. E mesmo sem uma CREFISA, o Palmeiras não teria dificuldades para conseguir um patrocínio vultoso, dada a força que a MARCA Palmeiras tem. Então a frase certa é: “o Palmeiras mantém, pela força da MARCA que tem.” Mas, vindo de um presidente adversário, a mensagem é distorcida.

E falar que a busca de um mundial – para uma equipe que lá já esteve por 3 vezes – é uma piada… só pode ser uma piada. Para nós é uma obsessão e para qualquer presidente que ocupasse o lugar da Leila, seria também. Mas talvez, para o Atlhético-PR, um mundial realmente seja uma piada.

Então fica a resposta ao sr. Petraglia: pra quem é TRI da América, mundial não é piada, é obsessão. E não é por um “mecenas” que o Palmeiras se mantém, mas pela força da MARCA que tem. Assunto RE-percutido e corrigido. Abraços e passar bem.

Nascido nos 70 e forjado nos difíceis anos 80, o Galluzzi enfrentou a fila inteira de 16 anos. Mas estava lá, em 12/06/93, in loco e muito loco pra assistir ao vivo o primeiro de muitos títulos, aos 21 anos! Talvez por isso, pra esse geração X raiz, roqueiro e paulistano da gema, não é qualquer derrota que a bala a fé.