Por Catedral de Luz
15/02/2021

(Foto: Reprodução)

— Pelas barbas do profeta! – diria o narrador. Mas quem foi o tal de “Heráclito”?

“Heráclito de Éfeso” foi o filósofo do “tudo flui”. Para ele, pai da dialética, o importante era contestar para encontrar uma terceira via.

– Por que eu precisaria conhecê-lo, “Heráclito”? Minha praia é o futebol! – diria o ilustre leitor.

Pois é, o filósofo citado acima explica a “S.E.P.” e suas últimas aventuras. Ele não foi um corneteiro na “Grécia Antiga” e arredores.

“Nada é permanente, exceto a mudança”, diria o nosso ilustre personagem, e como tal a “S.E.P.” provou à sua exigente torcida que, mais cedo ou mais tarde, tudo voltaria ao equilíbrio, porém de forma absolutamente sustentável.

O fator emocional ilustra bem o que pode ocorrer com um time em processo inicial de trabalho. Na verdade, caros amigos, não estávamos preparados para disputar um “Mundial”, talvez por não acreditar nessa possibilidade, desde o início.

Todavia, a “Libertadores” foi a conquista alcançada e embora não favorito o alviverde fez o necessário para levantá-la. Aliás, um sucesso competitivo que não pode dar margem ao ardiloso questionamento.

Aprendidas as lições, agora retomaremos os objetivos dentro de nossas possibilidades. “Copa do Brasil” é algo conquistável, longe até do que preconiza o torcedor do “Grêmio” gaúcho. Afinal, eles continuam a achar que o alviverde é aquele jogado contra os leões, em “Doha”.

Acreditem, da próxima vez não viajaremos ao “Oriente” com o intuito de participar..

Como diria Heráclito, “se não sabe escutar, não sabe falar”. A maturidade será o diferencial. Focados e fortes.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.