Por Catedral de Luz
02/08/2021

(Foto: Reprodução)

Caro inimigo, todos querem ganhar, mas poucos conseguem entender que, quando a fórceps, as coisas não funcionam 100%.

Mais uma vez as regras da “International Board” prevaleceram, embora a imprensa clubista utilize da eloquência para chorar e sensibilizar aquela fatia do mercado que se alimenta de suas opiniões, principalmente quando interessa propagar teorias conspiratórias.

Na verdade faltou competência a vocês. Ocuparam os espaços, deslocaram-se entre as linhas, passaram e lançaram eficientemente, mas não chutaram a gol. Enfim, como que por osmose ficaram a detalhes da vitória e desta forma toda a abordagem faz diferença.

Nós nos frustramos com o time esmeraldino. Esperávamos mais e melhor. Quando pensamos no empate como um resultado satisfatório aceitamos com humildade a superioridade alheia, mesmo que ela não seja parâmetro para aferir se a “Copa Libertadores” contará sobre as mesmas desventuras.,

Nosso erros residiram na parte técnica, no fundamento. Passes, lançamentos, tempo de bola, cobertura, equilíbrio emocional… O oposto de um elenco profissional a trabalhar a semana inteira para o “Choque Rei”. Abel Ferreira tem muito o que falar aos ouvidos de seus comandados.

Porém, isto não quer dizer que o alviverde foi desclassificado das próximas eliminatórias da “Libertadores”.

Desde já esclareço ao nosso inimigo secular que propor ao Brasil um assalto generalizado é o mesmo que justificar o próprio limite de suas forças

Basta ler ‘ATENTAMENTE” as regras do impedimento e desenvolver corretamente o sistema interpretativo de textos, pois é aí que o pecado mora.

Ademais, vocês passaram da hora de voltar os olhos para o passado e reconhecer que os juízes de futebol foram historicamente generosos com vossas cores.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.