Por Catedral de Luz
08/11/2021

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A cada jogo que passa a “S.E.P.” evolui e nos deixa confiantes para a final da “Copa Libertadores”.

Calma, torcedor. Minhas palavras distam do elogio barato e fortuito.

O time alviverde cresce a olhos vistos e faz por merecer aplausos de sua torcida.

Fruto do amadurecimento tático de um time competitivo e que percebeu que pode ir além, a “S.E.P.” deixou de lado aquele complexo de não preferir ter a bola e buscar contra-atacar, pura e simplesmente.

Neste final de semana, “Danilo” deu dinamismo ao meio de campo palestrino, onde a bola viajava da direita para a esquerda e vice-versa, correta e rápida, dificultando o bloqueio inimigo.

“Zé Rafael” e “Raphael Veiga” buscavam o espaço vazio e não permitiam que os atacantes de extrema – “Scarpa” e “Dudu” – ficassem encaixotados.

“Marcos Luis Rocha” e “Piquerez” atuavam como válvulas de escape quando o congestionamento do meio de campo dificultava e faziam as jogadas de linhas de fundo de maneira convincente e de surpresa, quando menos o sistema defensivo adversário esperava.

Sempre colocada em dúvida quanto ao entrosamento, a dupla de zaga palmeirense esteve perfeita. Bolas áreas e rasteiras receberam o mesmo tratamento, além das coberturas eficientes e dos passes certeiros. Aliás, quanto tempo ainda esperaremos para que “Luan” seja justiçado? Ele está a altura do paraguaio “Gómez” e não vejo além dele, honestamente, mais de dois zagueiros que marquem pela esquerda entre os melhores do Brasil. Entretanto, há quem continue a torcer o nariz por preconceito.

Brilhante? Deixo tal adjetivo em favor dos cariocas.

Somos, sim, algo similar ao admirável, difícil de encontrar em final de temporada, quando o fator surpresa inexiste.

Inclusive, por falar em surpresa, do lado de lá sabemos o que vamos enfrentar. A mesma pergunta não tem resposta à frente do “Cristo Redentor”.

Acho que o embate está muito mais equilibrado do que pensávamos.

Nota: “Weverton”? O que falar? Duzentos jogos! Um ícone manufaturado a partir de sua excelência. Simplesmente o melhor.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.