Por Catedral de Luz
27/09/2021

(Foto: Reprodução)

A “Copa do Mundo de 1982” era para ser brasileira, indiscutivelmente, mas o futebol é caprichoso e apaixonante. A certeza deixa de comandar e o porém passa a controlar os fatos.

Após a fase inicial, ninguém apostaria no selecionado italiano. Três resultados iguais – empates – não pareciam suficientes para levá-los à frente. Contudo, assim foram.

A Itália enfrentaria “Argentina” e “Brasil” e o seu destino estava marcado pela lógica jornalística.

Campanha medíocre, críticas acumuladas, técnico e comandados não encontrando o ponto de equilíbrio… Enfim, uma verdadeira “Torre de Babel”.

Entretanto, o número incontável de problemas passou a ser o começo de uma bela história.

Ao colocar seus jogadores atrás da linha da bola, a “Itália” superou-se ao defender-se brilhantemente e aproveitou-se das poucas chances que o jogo ofereceu. Argentina e Brasil caíram e o mundo rendeu-se ao arcaico “Bearzot”, técnico da “Azurra”.

De uma das maiores surpresas da “Copa de 1982” para um dos melhores toques de bola do mundo, a Itália venceu Polônia e Alemanha e assim sagrou-se campeoníssima.

Diga-se que o time italiano não era ruim, ao contrário. Contudo, faltava à “Azurra” a confiança indispensável aos grandes campeões. Porém, quem falou que tal atributo não é conquistado durante um torneio como a “Copa do Mundo”?

A Itália superou-se com humildade, diria a crônica esportiva da “bota”- a mesma que, com requintes de crueldade, não poupou críticas ao selecionado. Como entender o futebol de forma menos passional depois que os formadores de opiniões mudaram de comportamento assim como mudam de roupa?

Aos ouvintes os ouvidos necessários. Aproveita quem quiser.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.