Por Roberto Galluzzi Jr.
13/08/2022

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Na verdade essa pauta é mais a repercussão do momento que vivemos do que alguma notícia específica. O fato é que o ÊXTASE que vivemos pós classificação na Libertadores conseguiu iluminar os mais profundos e recônditos cornetistas, rendidos à aplicação do time de Abel.

Só que não é apenas isso. O Palmeiras vem colhendo resultados positivos em diversos níveis, do futebol feminino aos subs. Parece o momento de colheita após uma semeadura bem feita. E o que se faz quando isso acontece? Fortalece-se os processos para que a o padrão se consolide.

O Futebol é cíclico. A vida é cíclica. Haverá momentos de penúria e angústia, como em tantas outras ocasiões tivemos. E é recorrendo à lembrança do que fizemos e sabemos fazer bem, que se retoma o controle. Conquistas nos deixam “mal acostumados”, mas também devem servir para nos dar calma e tranquilidade para atravessar tempestades sem deixar o barco adernar demais.

Queiram ou não, ainda que haja muita controvérsia e oposições, o Palmeiras engrenou 3 diretorias (Nobre – Galiotte – Pereira) alinhadas com um posicionamento profissional, ético, responsável e inovador. A gestão Leila está apenas no início, espera-se muito quando as promessas não poucas e dirão os próximos anos se nossas as expectativas serão correspondidas ou não.

Seja como for, o Palmeiras deve aproveitar o momento para consolidar uma estrutura inviolável, que seja dinâmica para as novidades e fechado para o não profissionalismo. Já diz um dos versos dourados de Pitágoras: “não se acomode no farnel” (a conquista diária). Usemos o momento para fixar e alçar nossa posição. Um momento definitivo, para conquistar nosso lugar para as próximas gerações.

Nascido nos 70 e forjado nos difíceis anos 80, o Galluzzi enfrentou a fila inteira de 16 anos. Mas estava lá, em 12/06/93, in loco e muito loco pra assistir ao vivo o primeiro de muitos títulos, aos 21 anos! Talvez por isso, pra esse geração X raiz, roqueiro e paulistano da gema, não é qualquer derrota que a bala a fé.