
Por Eduardo Luiz
24/07/2026
Graças ao orgulho infantil do Botafogo o Palmeiras não começou a trilhar um caminho que poderia ser muito perigoso, o da falta de responsabilidade financeira.
Ao tentar contratar Danilo, que seria o reforço mais caro da história do clube, a presidente Leila Pereira ignorou os números para alimentar seu ego.
Os balancetes publicados pelo Palmeiras desde o começo do ano são claros: o clube precisa vender, não contratar. O orçamento de 2026 projeta quase R$ 400 milhões em vendas, e até maio o clube não tinha feito nem R$ 80 mi.
O torcedor menos racional pode ficar chateado com a não vinda de Danilo, mas a verdade é que seria uma operação muito cara. Há poucos meses o Palmeiras já trouxe Arias. E nos últimos 2 anos gastou muito dinheiro em outros reforços caros, muitos deles de nível duvidoso, como Jefté, Khellven, Facundo Torres, Micael, Martínez, dentre outros.
A conta desses anos está em aberto. Uma contratação cara se paga em 2 ou 3 anos. Apenas nos próximos 12 meses o Palmeiras tem mais de meio bilhão para honrar. Com Danilo, seria mais R$ 160 milhões (nos próximos 2 ou 3 anos).
O Palmeiras não quebraria trazendo Danilo, mas mudaria radicalmente o que tem feito de certo desde a gestão Paulo Nobre, que é a responsabilidade financeira. O clube certamente teria de recorrer a antecipações e empréstimos, o que o colocaria na mesma estrada tortuosa dos principais rivais e até mesmo do Botafogo. Pegando o próprio time carioca de exemplo e comparando com o Verdão: o que vale mais: um ano vitorioso (2024) ou uma década?
Por pouco o ego da nossa presidente não colocou tudo que construímos desde 2015 em risco.
Que essa situação sirva de alerta. O Palmeiras não é um brinquedo pessoal.








