Por Catedral de Luz
28/06/2021

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Amigos, quando o nosso objetivo é alcançado, geralmente o fracasso alheio leva o nome de sorte. A bola disparada contra a trave, por exemplo, nunca é considerada um produto da má pontaria.

Louis Pasteur, um dos fundadores da “microbiologia” dizia que “a sorte beneficia a mente bem preparada”. Sendo assim, tudo muda de figura e aquele que é atento ao seu entorno apresenta um resultado acima das perspectivas.

No futebol, os fatos não fogem à filosofia imposta pela vida e todos continuamos a agradecer ao imponderável. Porém, a sorte tem várias facetas e uma delas pode perfeitamente levar o nome de “Scarpa”.

Pondere e seja justo. Quantas vezes você não praguejou o nome de “Scarpa”? Seria ele um fruto do azar que permeia o folclore do futebol ou a sorte descrita pelas sábias palavras do francês acima?

“Dostoiévski”, escritor, filósofo e jornalista russo diria sobre “Scarpa” a seguinte mensagem: “Um ato de confiança dá paz e serenidade”. Tudo aquilo que o “Camisa Quatorze” precisava.

“Scarpa” bateu com maestria uma falta no primeiro quarto de jogo e colocou a bola na última gaveta da meta baiana. Uma rara virtude que poucos desfrutam ultimamente.

Bola parada é arma para quem sabe utilizar. Um cruzamento fechado e em diagonal é gol na certa! Ou alguém cabeceia ou ela segue seu rumo, balançando a rede.

Agora, quando o meia conduz a bola de frente para o gol, percebe as possíveis infiltrações, escolhe uma delas e faz a assistência, basta correr e abraçar.

A temporada de “2020” – sim, aquela da ‘tríplice coroa” relegada a plano inferior – assistiu a torcida pedir insistentemente um “Camisa Dez”. E agora, o que falo a esses pedintes?

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.