Por Catedral de Luz
21/09/2020

Essa frase foi pronunciada por um dos inúmeros leitores da coluna “GALOPE PEREGRINO”, da qual me orgulho em assinar os textos, quando de seu comentário ao intitulado “A MÁQUINA DO TRI (16/09/2020)”.

A frase decepciona, porque ninguém melhor do que o palestrino interpreta com tamanha riqueza a história de seu clube.

Não mudamos o nome, de “Palestra Italia” a “Palmeiras”, ao sabor do capricho de nosso Presidente à época. Forçaram-nos a ignorar vinte e oito anos de história.

Porém, de “Società” a “Sociedade”, continuamos a pensar em grupo e decidimos “fazer História”, independente dos obstáculos.

Quem gosta de passado é museu. Pois é, o ilustre autor da mencionada frase distancia-se da verdade a cada oportunidade que o mesmo tenha em pronunciá-la.

O passado nos lembra constantemente sobre nossas mudanças, entre ontem e hoje. Entretanto, estamos condenados a sumir do mapa se olhamos às nossas costas e não visualizarmos uma estrada pavimentada.

Não comemoramos aniversário apenas para ganharmos presentes, mas para averiguarmos o quanto crescemos – como homens ou entidades – e valorizamos nossas páginas históricas.

Fico por aqui, entristecido, pois a mítica “primavera de 1942” é um momento único e que precisa renovar-se na memória palestrina a cada ano. Quando o oposto invade o espaço e apresenta armas é porque o palmeirense entende que não merece respeito da concorrência.

Quanto ao futebol, a semana encerra positiva. Finalizamos com um empate frente ao “Grêmio”.

“La Paz”, Porto Alegre”, “Assunción”… A estrada é nossa casa.

Para os verdadeiros palmeirenses sempre é bom repetir: “Morremos líderes e nascemos campeões”.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.