Por Catedral de Luz
04/08/2021

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Enquanto o último final de semana continua a ser devorado por quem se sente com direito a regurgitar justiça, “Abel Ferreira” recebe mais uma proposta para treinar um clube europeu, mais precisamente da “França” e provavelmente mais um sinal de que o trabalho desempenhado junto à “S.E.P.” colhe frutos e é encarado como crescimento profissional.

No entendimento do “Gajo” ainda não é o momento para mudanças, mas não nos iludimos com tal atitude, pois quando a proposta ideal chegar a partida será inevitável.

Assim sendo, vida que segue. Temos à frente alguns obstáculos que podem influenciar nos objetivos que fizemos para a continuidade da temporada. Afinal, embora a semana livre para treinamentos, o jogo diante do “Fortaleza” requer cuidados e pode envolver-nos com as malhas da confiança ou o contrário para os embates da “Copa Libertadores”, além do jogo contra o “Galo”, colocado estrategicamente entre os clássicos. Ou seja, não será fácil absorver tais adversários.

Apesar da liderança no “Brasileiro” e com méritos, nossas duas últimas partidas não foram convincentes e fomos facilmente administrados durante os “180 minutos” jogados. Reflexo de um plano estratégico inflexível ou falência momentânea da técnica apresentada?

Pecamos nos fundamentos do futebol. Quando isso acontece parece que o time é mal treinado ou os jogadores escalados não eram os adequados. A gente sabe que ambas as alternativas não são verdadeiras, mas a porta aberta para rumores sobre tabu e declínio de desempenho fomentam as colunas e redações.

Gostaria de entender um pouco mais sobre a terminologia usada no futebol e chamada de tabu. Algo que o entendimento comum considera como improvável para mudanças. Será?

A imprensa analisou e concluiu que o inimigo tradicional da “S.E.P.” encaixa o modus operandi estratégico de tal forma que impede os alviverdes de uma performance qualificada.

Eu pergunto ao ilustre amigo leitor: “Assim sendo, tabu e adversário – por si só – bastam para nos desqualificarmos da próxima fase da Libertadores?”

Insistentemente lembramos de uma frase que o nosso técnico usa a cada entrevista e não pode ser ignorada. Jogar bem não é lógica matemática e depende de vários fatores, entre eles o consentimento do nosso adversário. Diferente do que possa pensar a torcida e a imprensa, o time oposto também quer ganhar e tem lá suas virtudes.

Cabe ao “Palmeiras” lutar contra os tabus e valer-se de sua virtude maior, que é a intensidade – e ela tem feito a diferença.

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira poesia perdidas.