Por Catedral de Luz
31/07/2020
Amigos alviverdes, para quem assistiu “Ademir” jogar, o futebol parece algo simples. Ela envergava a camisa dez e ela não pesava.
Seu ritmo era constante dentro das quatro linhas e mesmo que possa parecer lento, o inquestionável cérebro do “Divino” estava acima dos concorrentes.
Alguns colegas que não o viram jogar insistem comigo em compará-lo com alguém contemporâneo e mesmo a contragosto cometerei a heresia.
Talvez “Zidane” e mesmo assim o “Divino” está acima.
Nostalgia? Não! O passado nos ensina apenas a entender o presente.
O passado nunca vestirá a roupa do aqui e agora. Mudanças foram costuradas e táticas foram construídas para parar jogadores como “Ademir”.
“Ademir” continuaria a ser “Divino”, talvez com funções diferenciadas, próprias para o futebol do Século XXI, contudo acima da média – minha tese é que o 2′ volante é o novo camisa dez, agregando características ofensivas e defensivas (exemplos: Kross, Henderson e Kevin de Bruyne) – .
É aí que entra o nosso meia. Por que não testar “L.L.” de 2′ volante? “Gerson” não deu certo no concorrente carioca? Capacidade ele tem.
Enquanto “cervejamos” a conversa… As semifinais chegaram e estamos nela. Mesmo que de nariz torcido guardamos expectativa. Conforme o amigo “Jota”: “Mesmo que os times tenham dez volantes”.
Amigo “Jota”, eu deixei deste preconceito, mas que o futebol romântico era a poesia das quatro linhas… Ah! Isso eu não tenho dúvidas.
O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.