Por Catedral de Luz
15/05/2026


Falam que o jardim do teu quintal é vistoso, rico, completo, repleto de surpresas que o tornam a “oitava maravilha do mundo”.
Vou te contar um segredo: parece, mas não é.
Surpreso? Ignore. São apenas constatações advindas de um humilde admirador de flores, que, ao contrário do teu discurso, colhe algumas rosas no jardim das conquistas.
Nasci e cresci em meio a dificuldades e, quando ganho, eu celebro, pois na vida nós perdemos mais do que ganhamos.
Eu não te culpo por ser arrogante, embora entenda isso como desvio de caráter. Porém, na minha família, passional e ufanista, a soberba insiste e afugenta o raciocínio. Como criticar-te se os meus nunca se satisfazem com aquilo que ostentam na vitória?
Bando de ingratos, cujas línguas afiadas estão sempre prontas para destilar seu veneno.
Na verdade, Jardineiro – ou Jardim? –, ninguém está acima do bem. Pode ser até que tu te levantes novamente, mas para prosseguir e fazer sucesso terás que me derrubar.
Enfim… chegou a hora… Tente!
O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História… Amizades… Esposa e Filha.
Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.








