Por Eduardo Luiz
21/01/2026

Ao contrário do que muitos estão falando, a humilhação sofrida para o Novorizontino não é a primeira evidência do fim da “Era Abel Ferreira”, e sim mais uma consequência do prolongamento desse fim.
O Palmeiras empurra a situação do técnico com a barriga há 2 anos, praticamente. Tudo o que aconteceu desde o fim do Paulista de 2024 já deveria ter bastado para encerrar a passagem do português, mas a diretoria não teve coragem para demiti-lo, e ele não foi homem para pedir para sair.
Agora, a tendência é que os vexames se tornem rotina, seja com novas goleadas para times de divisões inferiores ou para rivais, passando por eliminações vergonhosas, pipocadas em jogos decisivos, atuações esdrúxulas, e chegando onde todo mundo não acredita que seja possível chegar: brigar contra um rebaixamento.
Não custa lembrar que até pouco tempo atrás muita gente também não acreditava em perda de título para o Corinthians, ou em eliminação em competição nacional pra o maior rival (o que nunca tinha acontecido na história). Tudo o que era considerado impossível acontecer está acontecendo ou já aconteceu.
Resta saber quão fundo o fim já consumado da “Era Abel” precisará descer para a diretoria acordar. Quanto mais demorar, mais difícil vai ser a tarefa de tentar tirar a cabeça do buraco.







